25 de dezembro de 2012

O natal se foi, mas não se iludam, ele voltará....

Então foi-se o natal, aquela que dizem ser a festa cristã, mas que não é exatamente, enfim, isto não importa.
Nesta data ainda não decidi se a hipocrisia amorosa se amplia ou simplesmente se destaca, explico, ou não:
Nesta data temos aqueles abraços, desejos de amor universal, blás-blás-blás, mas não se perde a oportunidade daquelas alfinetadas cotidianas que só quem vive em sociedade, seja em família, seja no trabalho ou no clube, e nos etc., sabe dar. Aquelas indiretas que “fazemos”, e coloquei entre aspas prum motivo de universalização do termo, só isso, pra denegrir ou ofender outra pessoa.
Mudando de assunto, porém não muito, aliás, talvez não esteja mudando nem um pouco, foi uma coisa que me chamou a atenção este ano: a atitude de meu sobrinho-neto de pouco mais de um ano, é já sou um tio-avô, em relação aos pressentes. Já é batido o assunto do verdadeiro espírito natalino, o consumismo através da troca obrigatória de presentes, então não vou entrar no mérito da questão. O que foi legal mesmo constituiu no fato de sempre que alguém entregava-lhe um presente ele não tava nem aí pra ele. Ele ignorava total.
A alegria dele era chutar alguma coisa, correr pela varanda e etc. Ainda quando o presente estava aberto ele até ficava curioso, mas logo perdia a graça, pois não parecia muito útil pra ele no momento, então ele tentava se desvencilhar do rito presentístico pra correr e chutar algo.
Por que estou falando disto?
Porque ele ainda não foi totalmente contaminado com nossa ideologia cosumo-natalina, não sei se isto prova, mas mostra que este ímpeto consumista nos é vendido por algo ou alguém, ou ainda uma mistura dos dois, uma espécie de algoguém.
Um beijo do Magro, fui...

11 de dezembro de 2012

Não bate que ele gama

Não estou aqui para defender o imbecil do Rafinha Bastos, mas quero fazer umas observações sobre o caso:
Que ele faz piadas preconceituosas e de gosto duvidoso é inquestionável, mas quem nunca fez. O ponto é que ele é uma celebridade e toda celebridade do século XX e XXI tem que ser politicamente correto. Está certo que ele é somente politicamente incorreto, o que o torna o imbecil que já dissera.
Mas o erro é combater a ele, pois isso o torna mais forte. O ideal seria combater as ideologias que ele vende, independentemente se ele o faz voluntariamente ou involuntariamente.
Principalmente com essa nossa juventude tão carente de ídolos pensantes e quando aparece um, que faz como ele faz, torna-se mesmo uma espécie de “Deus”.
Vou fazer minha observação com o último “caso” dele, e lembre-se você que tem o hábito de me ler e você que me lê pela primeira vez que não faço crítica e sim uma observação.
A “piada” foi “comeria ela e o bebê” ou algo parecido que ele fez num momento de empolgação, assim como nós de vez em quando fazemos numa roda de amigos. O problema desta “piada” está na conotação pedófila que pode abranger – até porque o marido de Wanessa deve “comê-la juntamente com o bebê”, a não ser que depois de ter engravidado não tenham mais feito sexo.
O mais grave disto tudo foi a reação do marido de Wanessa que ameaçou tirar os anúncios do programa CQC, isto não é uma forma de censura? Pois o argumento para tirar os anúncios não está relacionado com a imagem dos produtos e a do Rafinha e sim porque o senhor dono da agência (marido de Wanessa) se sentiu ofendido com o caso.
Como consta em medições de audiência, com a saída de Rafinha do programa, este ficou em quinto lugar, o que não é de costume para ele.
Vou concluir insistindo em dois pontos:
Um: que o Rafinha Bastos é um idiota que acredita estar arrasando com suas piadas preconceituosas e excludentes. Outra é que a ideologia e não a pessoa que deve ser combatida, já que o preconceito e a exclusão a quem é diferente faz parte do ser humano e esse sentimento pode e deve ser transformado aos poucos.
ps.: Este texto foi postado no dia 17/09/2011 no Mike Łٳ†€rά†μى. Porém tem algumas questões sobre o tema deste texto que tive que repensar, e isso é assunto pra outro texto...

26 de novembro de 2012

A moça com duas sacolas pesadas de compra que andava pra lá e pra cá e o senhor, aparentemente embriagado, que ergueu sua latinha fazendo coro com o ator ao final do Hino de Ribeirão Preto

Devo explicar este título: fui ver a intervenção dos formandos do Barão de Mauá de 2012 na Praça XV de Ribeirão Preto, e o que mais me marcou não foi a qualidade, que vem aumentando aos grupos de minha cidade, mas a obviedade ignorada aos olhos governamentais
Quem acompanha minhas observações, sabe que nestes textos não faço crítica e nem tento defender uma ideia, apenas observo, olho e digo minhas impressões e tento na mais possível humildade expor algo que talvez uma parte dos leitores não pararam para pensar (e eu que o faço muito, por motivos mil, pensei, nada de mais e nada de menos. Por que este parêntese? Talvez eu o retire... em todo caso se alguém souber o porquê o coloquei me avise).
Vamos parar de enrolar e vamos ao que interessa:
Eu fui ver a intervenção porque sabia que iria acontecer, assim como uma meia dúzia de pessoas en la plaza, porém a magia do teatro se fez ao me reparar com as pessoas em volta olhando, intrigadas e sorridentes a cada cena , a cada fala, a cada ação, pessoas que pela praça andavam, saindo do trabalho, escola ou simplesmente pessoas que por motivos aquém de minha sapiência estavam lá.
Algumas deixaram de “pegar” seus ônibus, seus carros, seus moto taxi, (pela nova regra de ortografia não sei se esta palavra é hifenizada (palavrinha feia esta, né)? Tô com preguiça de olhar), enfim, chegar mais cedo em casa e descansar, para ver TEATRO.
Isto demonstra algo tão óbvio, as pessoas, as mais comuns, são muito carentes de boas artes (não é carente no sentido sensacionalista do termo, e sim no sentido não “ter”), a reação delas demonstrou, por que então nossos governantes não veem esta obviedade? Bem, por uma outra questão óbvia, mas não preciso dar a resposta a você meu leitor, sabe qualé.
Enfim, uma moça que vinha passando, com duas sacolas de supermercado nas mãos, viu a intervenção, e mesmo, com o aparente peso que carregava, foi acompanhado por toda a praça cada movimento, cada cena..... Quase ao final da intervenção, um senhor que estava com uma latinha na mão, que juro não saber do que era, mas se fosse de cerveja seria bem mais legal, cantou o último verso do Hino de Ribeirão Preto junto com o ator.
Para finalizar de vez o minha observação gostaria de pedir a cada um que me lê que pelo menos uma vez por mês, mesmo que for pra ficar sem uma garrafa de cerveja ou de um doce ou sei lá o quê, que vá a um evento artístico-cultural de qualidade, vai valer a pena, posso lhe garantir.
Um beijo do Magro, fui...
Ps.: quero parabenizar os atores e organizadores tanto do curso do Barão de Mauá quanto do Ribeirão em Cena, que nos últimos anos vem evoluindo cada vez mais seus espetáculos, Ribeirão ainda está na infância teatral, mas sei que com muito trabalho chegaremos à maturidade com muita qualidade.

15 de novembro de 2012

Sobre a Selecinha #2

Algumas coisas me intrigam no técnico Mano Menezes.
Por exemplo: sempre que machuca algum jogador, mesmo que bem antes da uma partida, ele não convoca outro da mesma posição no lugar (nem de outra), ele prefere jogar com um jogador improvisado, como no jogo de ontem. E pra minha surpresa ele tinha um jogador da posição, mas não o colocou desde o começo do jogo (alguém poderia dar um argumento convincente do por quê? (lembrando que o gol da Colômbia foi nas costas de Leandro Castan))
Talvez, você poderia me dizer que “é porque o Leandro já vem sendo convocado, por merecimento blábláblá”, mas ainda sim este argumento não se fundamentaria.
Ele vem convocando o Lucas do São Paulo já há algum tempo e sempre que joga, desde o começo do jogo, o garoto faz boa partida. Mesmo que o jogador titular na posição seja o Hulk (o que é uma lástima) pela lógica “merecimento/tempo de convocação”, o substituto não seria o Thiago Neves e sim o Lucas.
Uma parte da população brasileira não gosta do Mano como técnico, e seria muito estranho se gostasse, aliás, qualquer um seria muito criticado, mas estou quase convencido que o problema de nosso técnico não é incompetência (principalmente depois da convocação pro super clássico) e sim, e me desculpe a falta de respeito caso alguém ou próprio se ofenda, que tenha um parafuso, ou mais, solto.
Um beijo do Magro, fui…

19 de setembro de 2012

Crônica quase ou muito Metadadaísta (decidam vocês)

Onde está o Wally (é assim mesmo que escreve)? Não sei. Aliás, por que comecei este texto assim? Vai saber!
Há muito tempo venho escrevendo neste e em outros blogs, tenho recebido, em alguns deles, retornos, em outros não, o mais importante é: quem liga!!!!
Você? Eu não, pois aqui posso divagar sobre qualquer coisa que eu quero, desde assuntos importantes, até mesmo absurdos como este texto sem objetivo.
E vos digo que é sem objetivo porque não tenho nenhum assunto pra falar, quer dizer, até teria, ia falar sobre política novamente, sua relação com as “instituições sociais” como partidos, sindicatos, movimentos sociais, e etc. depois pensei em escrever sobre a Selecinha que joga hoje.
Sobre a primeira opção, saiu um texto mental (texto que crio na mente antes de escrever em um papel ou num documento digital), mas este foi um pouco esquecido, até tinha ficado legal, porém a preguiça estética (não me pergunte o que quero dizer com preguiça estética que nem eu tenho certeza do que significa) me impediu de colocar no papel, quero dizer, no HD do meu computa.
A segunda opção... pra falar a verdade, não vale a pena perder tempo.
Enfim, sem ter sobre o que falar (ou por uma preguiça estética que vou descobrir o que significa (aliás, se alguém tiver ideia do significado me mande um alô))falei sobre nada e nada tirará de proveito deste texto.
Desculpe-me por seu tempo perdido e sendo assim:
Um beijo do Magro, fui...

14 de setembro de 2012

Croniquinha

Certo dia um rapaz olhou pela janela e viu três momentos:
O primeiro momento viu a felicidade, mas não beijou-a, pois estava inseguro e deixou-o passar;
O segundo percebeu que a felicidade não estava inteira e ele passou novamente;
O terceiro, que dizem ser o derradeiro, pensou – é agora ou nunca. Mas não foi.
Chateado, fez menção de fechar a janela, não o fez. Percebeu que apesar de não ter conquistado a felicidade em nenhum dos momentos, teve em cada um deles alegrias incomensuráveis.
Um Beijo do Magro Fui...
ps.: Este texto foi postado no dia 17/09/2011 no Mike Łٳ†€rά†μى.

6 de setembro de 2012

Indemocracia Brasileira

Na última quarta-feira dia 7/9 comemoramos nossa independência de Portugal, aliás, nem todo Brasil ficou independente junto, mas isso não importa no momento. Daqui a alguns meses comemoremos a república, mas quando vamos comemorar a democracia?
No dia 07/09/1822 D. Pedro (ainda não I) com uma tremenda diarreia a beira dum corguinho declarou nossa independência. Por boa vontade diria aquele nosso antigo livro didático, principalmente depois do Dia do Fico, mas hoje já se sabe que na verdade foi mais uma estratégia para que não houvesse, como em outros países do continente, uma transformação do Brasil em várias repúblicas “Liberais” e assim manter a elite aristocrática no poder.
Por motivos semelhantes “conquistamos” a república, vivemos duas ditaduras e voltamos a ter uma “democracia”.
Só conquistamos a democracia, pois havia uma pressão pelo politicamente correto e, com a massificação da mídia através da TV, passamos de uma ditadura política, onde o estado nos controlava e não tínhamos liberdade de expressão, para uma ditadura mídica, onde os meios de comunicação de massa nos mantêm sobre uma falsa liberdade de expressão.
Uma prova de nossa indemocracia é que nos desfiles clássicos temos como símbolos principais os Dragões da Independência que representa nossa amarra na cultura aristocrática, o desfile dos militares que nos oprimiram durante tanto tempo e se recusam a nos dar explicações do passado, enfim... qual símbolo nestes desfiles representa nossa democracia? Aliás, realmente a temos?
Mas não colocarei minha opinião, afinal é somente uma observação, pense você e depois conversamos.
Um Beijo do Magro Fui...
ps.: Este texto foi postado no dia 09/09/2011 no Mike Łٳ†€rά†μى. Praticamente um ano se passou e te pergunto: alguma coisa mudou neste nosso Brasil? Amanhã os mesmos símbolos, os mesmos desfiles, as mesmas etc., além de um jogo da seleção, que fora o nosso maior símbolo, mas hoje... deixa pra lá...

1 de setembro de 2012

Óbvia obviedade

Depois da eliminação das seleções femininas nas Olimpíadas e no mundial sub-20 lembrei que um tempo atrás escrevi um texto criticando o esquema tático do técnico Kleyton Lima que perdera o mundial de 2011, sou obrigado a dar o braço a torcer, pois pelo menos ele tinha um. Mas não é pra criticar o novo técnico, que não conquistou a medalha de ouro nas olimpíadas, que estou aqui, eles são apenas a ponta do iceberg do verdadeiro motivo pelo mal desempenho de nossa seleção.
Não dá pra negar que nossas medalhas conquistadas nas olimpíadas anteriores foram através de uma superação tática, técnica e física de nossas jogadoras, aliada ao talento insuperável de Marta, Cristiane e a experiência de jogadoras como a Formiga. Porém nesta última Olimpíadas isso não foi o suficiente, tendo em vista que Marta não estava, neste torneio, numa boa fase e o poder de superar as questões técnicas, tática e físicas torna-se cada vez mais difícil num futebol feminino que vem se desenvolvendo e se profissionalizando cada vez mais
Então como fazer para desenvolver o nosso futebol olímpico?
Há mais ou menos uma década, o vôlei vem fazendo um trabalho espetacular e conquistando praticamente tudo, tanto no masculino, como no feminino, e como fazem isto? Através de seleções de base permanentes.
Não conheço os detalhes, mas sei que há convocações destas seleções periodicamente, assim os jogadores, ainda em formação, trocam experiências e desenvolvem seus fundamentos com os melhores profissionais da área.
Note um detalhe: nosso campeonato de vôlei é um dos melhores do mundo pra não dizer o melhor. E a CBV conseguiu isso de forma indireta investindo nas seleções, não nas ligas.
É neste ponto que queria chegar.
A CBF deveria esquecer os campeonatos e cuidar das nossas seleções que, aliás, não só anda mal no feminino, e deixar que os clubes se virem com relação aos campeonatos.
Isso significa que se a CBF tiver bom senso ela pode desde já começar a desenvolver estas seleções de base permanentes, principalmente no feminino que tem menos estrutura nos clubes, para que tenhamos alguma chance de ganhar a medalha de ouro no Rio 2016, dinheiro ela tem, basta querer.
Sei que mudar nossa cultura, principalmente no que diz respeito ao desenvolvimento do futebol feminino, é difícil, ainda mais num pais que acha normal, como já houve casos na Granja Comary, de a seleção sub-17 treinar no campo principal enquanto a seleção feminina principal treinava em campos secundários.
Pra terminar sei que tudo que falei é de uma obviedade supra-suprema, mas tem-se que se falar até que os comandantes do futebol brasileiro percebam isto.
Um beijo do Magro, fui…

27 de agosto de 2012

A Verdadeira Reforma

Não sou nenhum cientista político, nem especialista na área, nem coisa parecida. Como sempre digo sou apenas um observador do comportamento humano.
Uma coisa no cenário político que vem me chamando a atenção está relacionada a uma reforma política. Superficialmente falando, e mais divulgada pela mídia (as poucas que tratam de forma séria e não midiática a política), estariam pautadas em dois pontos:
O voto distrital que, falando de forma simples, elegeria os deputados de acordo com uma determinada região do país, ou do estado, ou do município. Hoje temos o voto proporcional que faz com que partidos menores consigam ter um representante. Os principais argumentos de quem defende o “distrital” seriam o fato de um deputado ou vereador com um número menor de votos se elejam no lugar de um com maior. O outro, que a meu ver é um pouco mais legítimo, é que dividindo por distrito, uma região menor seria mais bem representada.
Porém poder-se-ia ter uma espécie de monopolização partidária, onde somente os grandes partidos dominariam o país por sua força de marketing. Uma das poucas garantias de uma democracia verdadeira (diferente da dos EUA que só tem dois partidos) é a possibilidade de ter-se representantes de todos o segmentos da nossa sociedade, sejam com relação a ideologia política, religiosa e etc.
Qual seria melhor? Não tenho certeza (aliás, não certeza de nada), pois cada um tem suas vantagens e desvantagens. Talvez um intermediário que possa atender um pouco dos dois.
Mas enfim... Vamos ao segundo ponto.
Este se refere aos pequenos partidos que são considerados por alguns especialistas como partidos de aluguel. Eles são criados para aumentar o tempo de alguns dos grandes partidos. Daí mais um perigo semelhante ao primeiro ponto (na verdade igual), pois será que os grandes partidos com esta desculpa não querem o monopólio. Pois existem pequenos partidos sérios, aliás, para se tornar grande primeiro tem que ser pequeno (a não ser que você seja um ex-desconhecido da política e atual prefeito da maior cidade do país e quer jogar ao lado dos que estão no poder e assim cria um grande partido, mesmo com assinaturas falsas).
A meu ver tudo isso que vem à cima é uma masturbação inútil. Explico.
Entra governo, sai governo, seja no âmbito federal, estadual ou municipal, vemos sempre a mesma ladainha: a divisão do poder, que partido terá direito a que grande pasta.
Os últimos acontecimentos no governo Dilma (que não é exclusividade dele) deveriam levar a população a uma maior reflexão: Porque pessoas sem nenhum conhecimento específico gerem uma pasta governamental? Qual o verdadeiro interesse na distribuição dos “lotes”? E mais, por que há indicação de segundos, terceiros e em alguns casos até quintos e sextos escalões? Algumas pessoas poderiam me dizer “é necessário pessoas de confiança para certos cargos”. Mas confiança para quê? Para poder “roubar” mais fácil?
Vejo que a verdadeira reforma está aqui! Na mudança da legislação que faça primeiro com que as indicações do governo sejam apenas para o primeiro escalão, e que para as outras sejam funcionários públicos com conhecimento na área designada. E em segundo, estes mesmos indicados teriam que ter conhecimento acadêmico-técnico ou experiência comprovada na área, pois é assim que funciona no dia-dia.
Termino esta minha observação mal-traçada levantando uma pequena campanha por uma mudança da legislação na indicação de cargos e espero que você que me lê, compreenda-me e se concordar, entre nesta campanha.
Um beijo do Magro, fui…
ps.: Este texto foi postado no dia 27/08/2011 no Mike Łٳ†€rά†μى. Coincidência ou não, estou republicando ele exatamente um ano depois. E as coincidências não acabam por aqui. Estamos em campanha política e o último texto postado “O porquê voto no 99” também fala de política e o próximo texto da “série” que visa reler os antigos textos publicados no blog já referido, também terá esta conotação política. E ainda sobre este texto, muito provavelmente, o seu contexto está pautado numa possível “reforma” ministerial feita pela presidenta na época desta publicação.

21 de agosto de 2012

O porquê que voto no 99

Democracia: forma de governo na qual o poder emana do povo, isso segundo o dicionário Michaelis.
Ouço sempre o os “politizados” dizendo que nós temos que dar nosso voto com consciência, pesquisando a vida dos candidatos, suas plataformas políticas, programa de governo, etc. etc. e outras etc.
E se mesmo depois disto tudo ainda assim não gostar de nenhum candidato? Serei obrigado a votar no “menos pior”, como dizem alguns? Desculpe, mas é insuficiente pra mim.
Tenho por mim que o sistema político brasileiro está “viciado” em sua ineficiência (vide mensalão que nada mais foi que uma continuidade de práticas já existentes há séculos que foram reproduzidas por um partido que tinha como uma das principais bandeira a ética, e que muito provavelmente ainda existem).
Como romper ou dizimar este vício? Mantendo os mesmos é que não.
Acredito, pelas experiências já vistas, que votar em qualquer partido ou candidato, que esteja integrado a este sistema político atual, é votar na continuidade das práticas atuais, pois o problema não está só na ética ou na corrupção, mas também nos modelos de administração pública que mina qualquer possibilidade de desenvolvimento do Brasil.
Por não acreditar neste sistema político atual é que voto em nulo, sei que legalmente não influenciará em nada no resultado, pelo menos não da forma que eu gostaria, mas assim não fico com dor na consciência de que votei numa continuidade de uma pseudodemocracia.
Não sei o que você leitor pensa sobre isso, mas vale reflexão.
Um beijo do Magro, fui…

16 de agosto de 2012

Debalde na mão

Imagine você um professor; depois de alguns anos de graduação, pós-graduação, cursos diversos, etc. com 30 anos de profissão, lutando para poder se aposentar, já que mesmo com toda documentação em “mãos”, não consegue, pois não tem seu “Q.I. muito alto”.
Este professor vem caminhando todo arrumado, conversando com seus colegas, entre sorrisos gargalhadas, todos eles, os professores, com seus materiais de trabalho: livros cadernos, cadernetas, balde, canetas...
Espera aí Balde?
Será que para uma atividade de artes, comunitária ou coisa do gênero?
Pasmem mas não.
Poderíamos falar hoje do fim das férias dos professores da rede estadual, do atraso no sistema educacional, políticos omissos, enfim... Mas prefiro contar a história deste professor com o balde nas mãos.
Toda semana nesta escola estadual, se não toda quase toda, a água do banheiro dos docentes acaba. É comum em muitas escolas que quando acaba a água dos alunos, as escolas os dispensam. Como os professores “Estão [sendo colocados] dentro de uma sala de aula com um giz e um quadro pra salvar o Brasil[.]” como diria professora potiguar, eles têm que aguentar as condições precárias de um banheiro fedido e com coisas que flutuam nos vasos.
Esta situação é causada pela falta de estrutura e manutenção em escolas precárias com encanamentos e fiações originais. Falta um pouco de consideração do poder publico que não olham para estes detalhes
Mas falta também indignação da população. Isto indignação.
As pessoas de um nível social maior colocam seus filhos em escolas particulares e por mais que não admitam, no fundo usam o bordão do Chico “Quero mais que pobre se exploda”. Enquanto isso as classes mais humildes “despejam” seus filhos na esperança que o estado cumpra o papel de educá-las em seus lugares. Logicamente que isso ocorre por motivos diversos que não caberia nestas poucas palavras que já foram muitas. Mas ainda sim dá para colocar um fator causador pela não indignação: a ignorância alienante.
Mas espera...
Até agora não expliquei o porquê do balde.
Não, acalmem-se, não foi para usar de latrina não; é que a água nesta escola falta somente no banheiro e no bebedouro dos professores então, a solução encontrada pela direção era de encher o balde de água, em outros lugares da escola, para usar no vaso, sabe, como no tempo de nossos avós ou bisavós.
Para terminar vou fazer uma meia-paráfrase: Estão nos colocando dentro de uma escola de balde na mão pra salvar o Brasil?
Um beijo do Magro, fui…
ps. Este texto foi escrito e postado dia 11/08/2011 no Mike Łٳ†€rά†μى

10 de agosto de 2012

Bandidos são bandidos; e bandidos, são bandidos?

Olá meus amigos Chroniqueiros, há quanto tempo não nos falamos, não? Estou tendo alguns problemas para efetuar minhas postagens com eficiência e qualidade por problemas técnicos. Por isso, estou publicando hoje um texto escrito já há algumas semanas. Espero que gostem e aguardem com calma a possibilidade de postar novos textos. Um beijo do Magro, fui…
Bandidos são bandidos; e bandidos, são bandidos?
Estava me preparando para escrever uma Crônica Esportiva sobre o título do Corinthians, contudo um fato neste jogo e no do dia seguinte (Palmeiras e Coritiba) me chamou a atenção: a confusão entre a polícia militar e a torcida.
Já são rotineiros estes tipos de conflitos, policiais e torcedores, seja em capitais ou mesmo no interior. Este fato é tal absurdo que muitas emissoras nem dão muita importância. Por um lado esta postura é boa, pois não torna o fato algo que possa trazer fama aos participantes. Por outro, não se discute o problema de forma incisiva postergando, assim, o problema (talvez seja esta realmente a intenção dos que se beneficiam com as confusões).
O que mais impressiona é a atitude da polícia que raramente prende algum “torcedor”, e mesmo quando o faz o libera rapidamente “por falta de provas”, falta de provas? Como, se na maioria dos casos têm-se registro gravado dos “incidentes”?
Não seria tão estranha esta atitude da polícia se o mesmo ocorresse em manifestações de estudantes, como os da USP e da UNIFESP. Nos dois casos os “criminosos foram presos indiciados e só saíram sob fiança”.
Dois pesos e duas medidas por quê?
Será que no treinamento dos policiais militares existe uma “regra” dizendo que estudantes-manifestantes que buscam seus direitos e o da população são bandidos e os arruaceiros que só destroem o bem público são cidadãos de bem?
Fica a vocês esta reflexão um pouco mais contundente que as de costumo “Observar”. Tirem suas conclusões e sei lá, divulguem o pensamento, afinal é o máximo que se pode fazer num país que bate em estudante e faz “carinho” em arruaceiros sem objetivos.
Um beijo do Magro, fui…

1 de julho de 2012

Não fiquem chateados seus chatos...

Como é bom estar de férias.... no meu caso é só um recesso de 15 dias.... e é bom nem se acostumar (Clique aqui para entender o porquê)
Ontem fui ao Sesc Ribeirão assistir ao espetáculo Experimento Circo com o Circo Amarillo. Um belo espetáculo, com muita técnica, desenvoltura, contemporaneamente tradicional.
Sabe, tenho observado que aquele Circo, de picadeiro (tinha um até pouco tempo perto de casa), lona e tudo mais, parece esquecido, deixado de lado, substituído por estes teatro-circos ou grandiosos como o Cirque du Soleil, não os acho ruins, de maneira alguma, mas o velho está ficando para trás sem nenhuma questão.
Mas não esta a verdadeira observação que farei, deixe-a para outra oportunidade e uma opinião mais bem formada de minha parte.
O que observei e venho dizer (lembre-se sempre que sou um observador, não um critico, não dou certezas, apenas questiono, tirem suas conclusões) é sobre um fato que me intriga em minha grande cidade pequena (ou pequena cidade grande): Ribeirão Preto.
Como se é sabido (pelo menos eu suponho que o é) existem dois tipos de teatro vigente: os de apelo midiático – com atores globais e etc; e os não midiáticos – belos espetáculos, mas sem muito prestigio “global” (esses sofrem bastante para sobreviver).
Mais uma vez, falar sobre os dois tipos não é o momento.
Vou falar sobre o público destes dois tipos.
Os do Primeiro, são pessoas que veem novela e tem grana para pagar os preços absurdos ( ou que ganham convites). Mas o mais interessante são os do segundo tipo.
Geralmente são, na sua maioria, pessoas de teatro, atores, diretos, etc. eles vão não para “assistir” e sim “ver” a peça.
(Pausa parentesial para diferenciar conceitos “assistir” e “ver”. “Assistir”: são as pessoas que o fazem sem nenhum tipo de preconceito ou julgamento; vão apenas se emocionar com que estão assistindo. “Ver”: aqui são as pessoas que vão com o objetivo de julgar, aprender, criticar e etc. Faço esta diferença conceitual por simples diversão intelectual hahahá)
Como já trabalhei com teatro falo isso com propriedade, não o fazemos por mal, é natural ver as técnicas usadas, a iluminação, a direção e etc. Por isso o público mais chato do teatro são os da própria classe.
E por que de toda essa introdução? Simples.
O espetáculo tinha que durar pelo menos 60 minutos e durou menos de 45. Por quê? Porque ele era interativo, a platéia tinha que colaborar em alguns momentos. E que tipo de público era formado? Adivinha, advinha? Em sua maioria os “malas” que fazem teatro.
Na hora que se deveria interagir com os palhaços da peça, esses tinham dificuldade, pois estes “malas”, no qual eu me enquadro, não estavam lá para se divertir, e sim para aprender, julgar, enfim...
Por isso vou terminar esta observação dando uma dica ao Sesc e para os outros grupos de Ribeirão que queiram trazer ou fazer espetáculos sem apelo midiático: “Para pessoas da classe teatral paga-se o dobro”, pois assim, nos espetáculos que houver a necessidade de interação, os atores da peça não fiquem tão chateados com o público, já que pelo menos terão uma renda um pouco maior.
ps. Este texto foi escrito e postado dia 16/07/2011 no Mike Łٳ†€rά†μى

26 de junho de 2012

Já vai tarde

Olá meus amigos que gostam do futebol como arte (ou não).
Estou mais uma vez aqui para falar sobre o esporte bretão, lembrando sempre que não sou um especialista e sim um observador.
Neste último domingo dia 10/07 a seleção brasileira de futebol feminino foi desclassificada pelo EUA. Este resultado me surpreendeu, não pelo resultado final, mas pela dificuldade dos EUA em consegui-lo, pois era quase óbvio a desclassificação do Brasil
Calma, não torci contra o Brasil, mas quem acompanha um mínimo de futebol feminino percebe algumas coisas. A primeira fase o Brasil jogou muito mal e se não fosse as equipes menos guarnecidas que enfrentamos e o talento individual de algumas jogadoras, não teríamos feito os resultados.
Poderíamos dizer todos os problemas que o futebol feminino tem no Brasil, o que são as principais causas, mas o que me irritou em todos os jogos foi a postura tática do nosso treinador Keiton Lima.
O ponto que coloco no que diz respeito a esse “tema” é o mau aproveitamento da jogadora Érika. Com seu talento ser usada como terceira zagueira é ridículo, se ainda fosse libera vá lá, o que não era o caso.
Vi alguns jogos onde ela não fazia tal função e confesso que o Brasil tinha dificuldades na marcação. Mas usar a que talvez seja a terceira melhor jogadora brasileira; ele poderia tentar colocar outra jogadora lá, sei lá uma volante de mais qualidade como fez o Felipão em 2002 (Edmilson) e criar um triangulo Marta, Cris e Érika (com as devidas proporções, Rivaldo Ronaldinho e Ronaldo).
Para quem não está compreendendo o que digo clique neste link que apresenta como uma das fontes o site oficial do Santos, a chegada da ATACANTE Érika, destaque para o ATACANTE.
Para terminar o relato tentei publicar no Blog administrado por Laylla e Fabiane um comentário que segue, mas não consegui, talvez por problemas técnicos (vide reportagem que tem como fonte o portal terra):
“Sem querer criar nenhum tipo de polêmica, e respeitando a história de Kleiton Lima no futebol feminino do Brasil (que é muito maior e efetiva que a minha) já vai tarde.
“Tenho acompanhado a categoria dentro do que é possível, já que a mídia não divulga muito, e estou com a convicção que a seleção poderia ter passado dos EUA se ele tivesse mexido melhor, principalmente depois da expulsão da jogadora norte-americana, e assim ter aumentado as possibilidades de classificação brasileira.
“Agradeço sua paciência por me leres,
“Michael Bonadio”
Um beijo do Magro, fui…
ps. Este texto foi escrito e postado dia 11/07/2011 no Mike Łٳ†€rά†μى

21 de junho de 2012

Auto-Observação

Pensando em algum tema para escrever minha Observação, fiquei travado, pois nada vinha à mente, algo comum em cronistas iniciantes.
Então pensei “falarei sobre a própria Observação, afinal, as pessoas não sabem a diferença entre as Observações Sociológicas e as crônicas que escrevo”, aliás, acredito que nem eu sei.
Então no banho fiz alguns rascunhos mentais para explicar.
A observação não tem um caráter crítico-acadêmico como artigos e etc., e nem o caráter crônico, é só um olhar que tenta ser diferente sobre um assunto qualquer.
A auto-observação, tens o hábito de fazê-la? Como imagino que a resposta da maioria será não, o farei aqui (uma auto-observação tua, apesar de paradoxal vamos fazê-la)
Você tem o hábito de refletir sobre suas ações? É! Não só nos grandes momentos de sua vida como casamentos, empregos e barbaridades sociais, mas aqueles que muitos consideram infames como ir ao mercado, andar de ônibus e etc. (infames ficou muito forte troque por banais).
Fiz isso hoje enquanto cortava o limoeiro aqui de casa, aliás, faço o tempo todo, e descubro muita coisa interessante sobre mim. Não vou entrar em detalhes, mas vos digo que percebi que tenho um adjetivo que é inerente a uma das pessoas que menos suporto.
Provavelmente não vou mudá-lo, pois mudanças são impossíveis (transformações talvez, que são diferentes de mudanças, mas isso é outro assunto), mas o importante é que talvez, e digo que só talvez, vou passar a respeitar mais o insuportável de quem falei.
O mais importante, deste monte de asneira que desferi, é uma frase, destas imbecis que muitos livros de autoajuda costumam elaborar, e se eles podem ser imbecis e ganhar dinheiro por eu não (só não sei se vou ganhar algum com este texto, mas...):
Refletir é olhar pra si, e não esperar uma imagem desejada.
Bunitinha a frase não? No banho tinha ficado melhor, se eu me lembrar como era eu a troco.
Um beijo do Magro, fui…

16 de junho de 2012

Na curva da História

Tudo nesta vida é passivo de se entrar para a história. Tudo vai depender do tamanho e da importância do fato, se permanecerá ou não na memória coletiva.
Alguns nomes tornaram-se imortais: Pelé, Hitler, Newton, D Pedro I, etc. Estes foram protagonistas de suas histórias.
Alguns não....
Lembremos do dia 19 de novembro de 1969. Pelé se tornará o 1º a marcar mil gols, batido o pênalty e ta lá, festa, invasão de campo... Andrada, goleiro do Vasco, entra para a história de um jeito que não queria
Um fato parecido aconteceu este ano ao goleiro Júlio César do Corinthians que levou o centésimo gol de outro goleiro o Rogério Ceni.
Eu não sou fã da Fórmula Indy, mas assisti a alguns trechos. O mais impressionante foi seu final. No 100º 500 Milhas de Indianápolis, a prova mais importante da categoria, o piloto Hildebrand, na última curva da última volta, bate, perde a corrida, e entra para história, na verdade para a curva da história.
Ribeirão preto 30 de Maio de 2011
Nota apêndica: será que o fato tirará a atenção de quem realmente ganhou, aliás, quem foi mesmo?
31/05/2011
ps. Este texto foi escrito e postado dia 31/05/2011no Mike Łٳ†€rά†μى

6 de junho de 2012

Sobre a Selecinha #1

Selecinha Brasileira, o que falar dela? Simples. Money, sempre e sempre Money.
Dizem que a equipe que foi pra lá é a olímpica, blá blá blá. Mas será que a CBF e o Mano leva tão a sério assim tal competição?
Se levasse, o ideal não seria o Mano de técnico e sim Ney Franco que classificou para as olimpíadas com a sub 20.
Mas negócio é negócio. O Ney fez bolo pro Mano comê-lo (deu duplo sentido esta última sentença, mas é só não ser maldoso).
Dificilmente com este treinador medíocre a Selecinha ganhará o ouro, tendo em vista que não tem poder de reação como demonstrou no último jogo contra o México e também em outras ocasiões. Fora que na dita competição os favoritos, que são as seleções africanas, tem em seus jogadores sub 23 uma estranha aparência gatística de trintões experientes e “malandros” (não da maneira pejorativa que tal vocábulo pode trazer) contra a “inocência” quase imberbe das outras seleções.
Os números, que são 69% de aproveitamento, não vão ajudar desta vez o técnico, como fez com o último, sabe o anão (brincadeirinha), pois este ganhou uma Copa América, da Argentina e classificou com antecedência para Copa do Mundo. O atual vive a dura realidade de não ter ganhado de nenhuma grande seleção, de não ter uma base confiável.
Enfim, como não sou nenhum especialista não vou me alongar, mas vou dar meu palpite com relação à escalação de sábado contra os hermanos. Em vez de três atacantes três volantes: Sandro, Rômulo e Casemiro, me cobrem depois.
Um beijo do Magro, fui…

31 de maio de 2012

Bullinados por todos (ou o bullinamento professoral)

Nos últimos tempos um assunto virou moda nos principais meios de comunicação: o bulling. Principalmente semana passada quando um garoto australiano, cansado de ser “bullinado” (desculpe o trocadilho), reagiu de forma violenta.
Desculpem-me os psicólogos, especialistas e etcs, mas o que me parece é que estão banalizando tal problema, tudo, para mídia de massa, é caso de bulling, virou mais uma ferramenta “comercial” de um mundo capitlalista (sei que o último argumento pareceu de um velho ativista de esquerda, mas ainda sim é o que parece).
Mas não é para discutir a forma que se está divulgando o bulling que estou escrevendo esta crônica e sim para discutir o que uma parte da mídia ignora em suas notícias, e digo que ignoram não porque não sabem, mas sim porque as excluem simplesmente, que é o “bullinamento” maciço ao professor do estado (e me reduzo a esta categoria, pois é a que conheço).
O “bullinamento” começa do poder público que não valoriza o profissional, não dá condições dignas de trabalho entre outros mil problemas que poderia ser obra de outra crônica. Passa pela opinião pública que, sem conhecer nossas condições de trabalho, nos julga um bando de vagabundos.
Porém, a situação pior é a que mais dói no peito: os alunos. Alguns dizem que a escola precisa se adaptar a esta geração, blábláblá, blábláblá, blábláblá. O que se percebe mesmo é que eles não conhecem limites, não tem noção de respeito e principalmente não temem seu futuro incerto, que o será, pois sem estudo o que farão da vida?
Este texto também faz parte do blábláblá, admito, mas é uma medida quase desesperada a se fazer para uma classe que pede socorro urgente, e principalmente medidas práticas de curtíssimo prazo, pois até quando serão ofendidos, achincalhados, ameaçados, agredidos e mortos, porque muitas escolas os professores sabem que vão entrar, mas não tem certeza se vão sair.
Um beijo do Magro, fui…
ps. Este texto foi escrito e postado no Mike Łٳ†€rά†μى em 31/03/2011. Leia outras crônicas antigas aqui

26 de maio de 2012

Dom Quixote de Los Libros

Andando pelas escolas públicas do Estado de São Paulo, vi um verdadeiro caos em relação à educação: alunos que perderam a noção de respeito, que não tem a menor paciência para aprender – são filhos da pós-modernidade de emoções e necessidades instantâneas; professores desmotivados; pais ausentes; direção sem autonomia – inerte muitas vezes pois algumas atitudes não podem ser tomadas por causa das Leis que superprotegem os alunos (aliás quem vai proteger os professores?); e governantes felizes por ver números positivos recordes na educação (não se esqueçam que somos números e não gente), sem contar que mantêm esta classe suburbana sob plena alienação.
Nesta andança, conheci Antonio Quixano da Silva, professor de Língua Portuguesa há uns 20 anos mais ou menos. Recebeu este nome porque seu pai, ex-professor, era fanático por Cervantes. Ele começou a ministrar aula um ano antes de se formar. Aos poucos foi se desenvolvendo até se tornar um grande professor: era exigente, criativo, enérgico, amigável. Entre os professores virou referência; entre os alunos o melhor; entre os pais o mais confiável – tanto que muitos o procuravam em vez do diretor para resolver problemas com alunos.
.Nunca quis fazer pós-graduação, achava desnecessário já que estudava por conta própria e não acreditava em títulos de honraria. Não havia um assunto que não conhecia pelo menos um pouquinho: até em exatas ele se “virava bem”.
Aulas, tinha poucas. Solteiro sem muitas despesas e ambições sociais, preferia ter poucos alunos para dar uma boa aula. Em relação a isso estava sempre atualizado, lia sempre artigos e livros a respeito de novas didáticas de ensino. Tinha uma opinião sobre os autores:
— Acho legal ler estes teóricos, mas tenho a impressão que alguns autores criam suas teorias atrás de uma mesa cheia de livros de outros países que não tem a mesma cultura que a nossa. Não digo que são totalmente descartáveis, longe de mim dizê-lo, porém o dia-dia está longe do que eles pintam... Aproveito o que me é útil.
Me contou algo interessante. Passava ele no corredor de um dos blocos da escola e ouviu um comentário de uma professora, após as mudanças pedagógicas que ocorreram na metade da década de 1990’; disse, a professora, aos alunos que eles não precisariam mais estudar tendo em vista que não repetiriam mais de ano (referindo-se à Progressão Continuada).
(Aqui vou fazer um grande parêntese nesta crônica para levantar um questionamento. Os tradicionalistas dizem que o caos na educação é de responsabilidade da Progressão Continuada. É, eles têm lá sua razão, mas antes dela a educação era melhor? Acho que não. Aliás nós íamos à escola para aprender ou passar de ano? Vai me dizer que seu pai ou sua mãe nunca te ameaçou de não dar presente no final de ano se não passasse? Se não ameaçou, com certeza conheceu algum amiguinho(a) no qual os pais ameaçavam, não?)
Voltando à Antônio, ele não percebeu as mudanças que iam acontecendo aos poucos; era um sujeito que poderíamos chamar de desligado. Ainda assim sempre que um professor reclamava vinha com palavras otimistas. Sim, ele era um educador de verdade, um entusiasta, não aceitava a desistência e reclamação dos colegas e dizia antes de cada aula:
— Cada dia é uma batalha.
Certo dia quando um aluno lhe respondeu, ele acabou mandando-o para fora da sala. O aluno disse que não ia; então ele pegou o aluno pelo braço e o levou para diretoria. No dia seguinte além de ter que deixá-lo voltar a sua aula sem nenhum tipo de punição ao aluno, recebeu uma advertência verbal do diretor da escola (o diretor tinha metade da experiência dele, mas tinha um título maior). Ele achou um absurdo esta situação, não se conformava com que ocorrera “que mundo nós estamos?” pensava (não sei meu amigo, não sei).
O pior de tudo ainda não contei, uma semana depois ficou sabendo que tinha sido processado pelos pais do menino por agressão, “que agressão?”. É meus amigos, os pais não educam seus filhos direito, jogam a responsabilidade para gente, mas quando somos mais enérgicos eles nos processam.
Alguns meses e muitas audiências depois, num dia aparentemente normal ele chegou na escola e disse coisas sem muito nexo, achamos que estava desgastado com o processo, mas como sempre terminou:
— Cada dia é uma batalha
Foi em direção a sua sala com a cabeça empinada, sem falar com ninguém. Estava meio estranho e levava uma régua, dessas de um metro que professores se utilizam para fazer desenhos na lousa.
Neste período ele tinha um estagiário, que, aliás, fora seu aluno. Ao entrar na sala empunhou a régua para o alto, gritou ao estagiário olhando fixamente para a sala:
— Sancho veja!!! São gigantes e temos que derrotá-los.
Como estavam estudando Cervantes, o moço acreditou ser mais uma de suas táticas didáticas.
Mas ele continuou:
— Vamos Sancho!!! Não fique parado.
 E avançou em direção aos alunos, dando reguadas nas carteiras.
 O rapaz desesperado o segurava e dizia:
— Não professor, não são gigantes, são apenas alunos.
É... Foi internado e morreu pouco tempo depois, não se sabe do que.
Desde então recebeu a alcunha de Dom Quixote de Los Libros.
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Tá certo, esta história não é real, mas bem que não seria nada de estranho se fosse.
Um beijo do Magro, fui…
ps. Este texto foi escrito e postado no Mike Łٳ†€rά†μى em 24/08/2009. Leia outras crônicas antigas aqui

20 de maio de 2012

Para Sempre Bentinho

“Quem é você?” É difícil para que responda esta pergunta, pois para isso teria que perguntar-se “quem sou eu?”.
Nesta busca por identidade podemos entrar em crises existenciais, ideais religiosos, qualquer resposta para o “ser”. É neste momento que podemos nos ver num equívoco, pois o que encontramos são rótulos: meu nome é J... sou motorista ou mecânico ou professor ou isto ou aquilo ou aquilo outro ou mais alguma qualquer coisa que disfarce esta sensação de vazio, rótulos que nos identifique (identificar, identidade, indivíduo, idiota, Id).
Vejamos a vida de um certo Michael: estudante, tímido, ator amador, maluco profissional (e qualquer outro rótulo que quiser adicionar); durante a vida recebeu vários apelidos (rótulos mais explícitos). No colégio de morcego, Nerd, C.D.F., geninho (este em especial é conhecido até hoje por seus colegas de então (não sei se posso colocar um parêntese dentro de outro, mas é necessário que se saliente que apesar dos apelidos ele não se considerava nada estudioso, muito pelo contrário raramente pegava num livro para estudar)); no teatro de kiwi, peludinho e outros do gênero; no trabalho Harry Potter, Renato Russo etc. (no trabalho ele era chamado de qualquer coisa menos de Michael).
Apesar de não ter dito ante, ele nunca fora popular. Isto mudou, até certo ponto, quando começou a faculdade; algo que nunca acontecera, aconteceu: conseguiu uma rede de amigos (não muitos, mas para seu padrão enorme).
Aproveitando esta repentina popularidade fez o que jamais poderia antes fazer: vender vários ingressos para um de seus espetáculos. A montagem era de Dom Casmurro e ele fizera o personagem título (para quem não se lembra “Dom Casmurro” era o “título” dado de forma irônica por um vizinho do personagem, o nome verdadeiro dele era Bentinho).
Quem ainda se lembra do começo deste texto deve estar me perguntando o que uma coisa tem a ver com a outra? É que alguns de seus amigos foram assistir ao espetáculo. Daí para frete estes, e outros que por associação aderiram, começaram a chamá-lo de Bentinho.
A busca por identidade pode ser eterna, por isso todos seremos de uma forma ou de outra, Para Sempre Bentinho...
Um beijo do Magro, fui…
ps. Este texto foi escrito e postado no Mike Łٳ†€rά†μى em 02/12/2008. Leia outras crônicas antigas aqui