6 de fevereiro de 2015

O que são os Cominvoluds

Estes dias, vi uma postagem mais ou menos assim: “fazem protesto por 0,20 centavos de aumento no transporte público e quando a gasolina sobe 0,30 centavos, nada?”. Meu primeiro pensamento foi, “lógico - em geral - os que deixam o transporte público o fazem por ‘Cominvolud’ (Comodismo Involuntário na luta por seus Direitos - fenômeno detectado de forma recorrente em meus textos que eu acabo de batizar (a parte do ‘involuntário’ foi meio irônica, admito))”.
Depois de algumas outras reflexões subsequentes a esta (refletir e ter senso crítico faz bem para a saúde, ao contrário do que alguns dizem), lembrei-me de postagens e conversas sensocomúnsticas (neologismo derivado de senso comum) sobre a grande quantidade de impostos no Brasil e necessidade de diminuí-los.
Este senso comum é antigo, mas nunca tive uma posição clara sobre o assunto. De um tempo para cá, cheguei a uma conclusória (conclusão provisória, já que reflexões jamais devem findar-se): o ideal não seria abaixar os impostos, e sim deixar de ser Cominvolud e cobrar para que estes recursos cheguem a nós de forma mais completa.
Assim teríamos infraestrutura melhor, saúde melhor, educação melhor, e quem sabe mais segurança (mesmo porque tendo melhor educação...). E para fazer uma ligação com o começo do texto, transporte público melhor.
Mas peraí!!! Sendo assim, o que seria dos donos de escolas e segurança particulares, dos hospitais privados e de montadoras de veículos? Coitadinhos...
Um beijo do Magro, fui...

3 de fevereiro de 2015

Pequena nota futebolística

Assisti a três jogos do Paulistão “grande vs pequeno” (essa nomenclatura, apesar de um tanto idiota, se faz necessário para esta postagem): Palmeiras-Audax, São Paulo-Penapolense, Santos-Ituano.
Minha primeira impressão é que, ao menos ao contrário de outros anos, principalmente o que passou, os “pequenos” não darão muito trabalho, pelo menos não tanto.
A única vantagem que tinham era o tempo de preparação mais longa antes do campeonato, vantagem que perderam com uma pré-temporada maior para os “grandes”, além destes terem elencos melhores tecnicamente.
Apesar disso, continuo torcendo pelos times do interior vencerem o campeonato.
Um beijo do Magro, fui...

31 de janeiro de 2015

De volta aos medicamentos?

Duzentena, salas que se fecham, amontoado de alunos nas que ficam. A desvalorização do professor não se dá apenas por um baixo salário (que no nosso mundo capitalista é o principal determinante), mas pelo “sucateamento” profissional.
Para quem não sabe, em Ribeirão Preto pelo menos, muitos professores do estado passaram mais de 10 horas em atribuição de aulas (processo de aquisição de aula), e alguns nem as conseguiram.
E como o que é ruim pode piorar, os contratados, mesmo os que não estão impedidos de dar aula (isso mesmo impedidos de trabalhar), correm o risco de ficarem sem aula, mesmo as de caráter eventual, pois há o risco destes profissionais concorrerem com professores efetivos adidos ou os que precisam completar sua carga horária.
Algum desavisado, ou mal-intencionado, pode pensar “tá sobrando professor”, mas estes acontecimentos são fruto de um planejamento mal feito, associado a uma cultura insana de cortes de gastos na educação (já que não se olha o dinheiro para o setor como investimento).
Apontar o dedo ao setor público não é difícil, pois há uma clara incompetência em todas as esferas, sejam elas municipal, estadual ou federal (e só estou usando o termo “incompetência”, pois quero ser mais objetivo que que emotivo). O que me incomoda mesmo é ver a parcimônia dos cidadãos em geral.
Lutar por uma escola pública de qualidade é obrigação de todos, porém há um certo comodismo da população, pois é mais fácil, mais simples, além do status, colocar seu filho na escola particular do que lutar por uma educação de qualidade (mas isso dá outro texto).
A questão é que muitas vezes o professor sofre calado os desmandos do setor público, seja por medo ou por cansaço (já que os poucos que gritam enfrentam sanções de todos os lados, mais um outro texto), e o que fica é que o único profissional que se preocupa em proporcionar uma vida melhor para seu filho, poderá ficar desempregado depois de 8, 5 anos de dedicação.
Quem sabe volto a separar remédios...
Um beijo do Magro, fui…

21 de setembro de 2014

Sobre a 23ª Rodada...

Uma mãe!
Essa é uma expressão apropriada para se referir à zaga do Palmeiras. Outra, é chamá-la de uma “peneira furada’.
Não sou nenhum especialista técnico-tático, nem sei ver se o posicionamento do jogador “x” da posição “y’ está correta, mas é gritante, mesmo para um leigo como eu, as falhas deste setor do time.
Nos jogos que acompanhei, até percebe-se um bom volume de jogo, às vezes fazendo uma partida até melhor que a do adversário, no entanto…
Os 5 gols do jogo da 23ª rodada, teve, de alguma forma, erros deste setor, alguns bizarros, o que deixou, mesmo fazendo uma partida melhor que a do Goiás, o time praticamente sem reação.
Já no Majestoso, o Corinthians foi superior, sem sombra de dúvidas, porém os pênaltis…
Começando pelo segundo, o Álvaro Pereira foi imprudente, mas é perceptível um leve toque dele na bola antes de pegar o Guerrero, e se foi pênalti mesmo assim, caberia a interpretação.
No primeiro, mão na bola ou bola na mão, teve ou não a intenção, e eu neste tive a sensação de que o Antônio Carlos não teve a intenção, o movimento até me pareceu para tirar a mão da frente da bola, embora esta seja minha interpretação.
Gol é gol, impedimento é impedimento, bola fora é bola fora e não tem discussão; para fatores da regra que são absolutos como estes, deve-se, se possível, usar tecnologia para ajudar o árbitro.
Agora, para todos os outros cabe interpretação que deve ser rápida, dependemos apenas do ser humano e de regras falhas como a da “mão” (lembrando que a um tempinho atrás mão era mão, a intencionalidade servia apena para determinar o cartão amarelo, tanto que os marcadores sempre colocavam as mãos para trás antes de chutes e cruzamentos na área…).
Sendo assim, toda e qualquer reclamação, nesta e outras partidas, pelo menos nos conteúdos que se tem propagado, é vazia e ineficiente, e tira o foco tanto da falta de qualidade técnica dos jogos como também da organização dos campeonatos e dos clubes.
Um beijo do Magro, fui…
Ps.: se eu fosse técnico do Palmeiras formaria o time com 3 zagueiros, 3 volantes, 2 alas rápidos, 1 meia e um atacante para poder jogar só no contra-ataque, e olha que eu sou totalmente contra a retranquice.

11 de agosto de 2014

A desimplantitude descomumista

Já faz algum tempo que não observo sociologicamente, porém nestes últimos tempos algo me chamou atenção, algo que de tão absurdo nunca tinha “arreparado”: a implantação de um regime comunista no Brasil.
Antes de chegar ao ponto central do meu texto, vamos a um pouquinho de história, sei que muitos acham que aprendê-la é inútil e desnecessário, contudo sabê-la pode fazer muita diferença.
(Eu usei um “contudo” porque já tinha usado um “porém” e não queria ser repetitivo, no entanto, (olhe mais um diferente) este texto começou a ficar sisudo, por isso, este grande parágrafo divagativo é inútil para o resto do texto, sendo assim, desculpe-me por perder tempo com ele)
Em 1937 Getúlio Vargas criou o Estado Novo. Em 1964, entidades civis e militares deram um Golpe de Estado. Ambos levaram o Brasil a anos de ditadura, com quebra de direitos civis, crimes contra humanidades, tudo praticado pelo Estado. Tiveram como base, em ambos os eventos, o argumento de que seria um mal necessário para impedir o comunismo, tendo assim o apoio dos setores mais poderosos da sociedade.
(Nesta divagação divagatória já vou alertá-lo da desnecessidade de ler o “parêntese”, mas como você continua a ler, divaguemos: você que me acompanha, deve ter percebido que usei poucos neologismos neste texto, então para que no futuro estudiosos tenham mais palavreados para se deleitar, mais um neologismo vou criar (com rima e tudo, hein): não saiu nada, continuemos)
Voltando ao hoje, constatei três tipos de pessoas, basicamente, que divulga tal ideia: ignorantes, aqueles que tem falta de conhecimento e capacidade de refletir sobre os acontecimentos do cotidiano; inocentes, aqueles que, sabe-se lá porquê, acreditam em tudo que ouvem. E os mal-intencionados, estes são os mais perigosos.
Quem tem um mínimo de capacidade cognitiva sabe que a implantação dum regime totalitário de esquerda é politicamente impossível de acontecer por vários e diversos fatores que não teríamos tempo para “observar”.
(Não temos tempo para observar detalhes, mas para divagar sempre há tempo; divaguemos: o tempo que estou levando para escrever este texto está tão grande que não sei bem que dia é hoje, aliás, vamos pensar sobre o tempo: (podemos por “dois pontos” num outro “dois pontos”? Se bem que pra quem coloca um parêntese dentro do outro...) temporiticamente falando, o tempo seria relativo, contudo, as pessoas insistem em subjetivá-lo, ou seria o contrário? O mais importante foi eu ter criado mais um neologismo).
Fica claro que os mal-intencionados se “aproveitam” dos ignorantes e inocentes para propagar esta ideia estapafúrdia, com qual objetivo? Conclua você.
Sendo assim, ficam duas perguntinhas auto-completivas: você acredita na implantação de um regime comunista no Brasil? Você é ignorante,inocente ou mal-intencionado?
Um beijo do Magro, fui...